Despensar
tentar remar pra um nada
no alto de um monte uma flexa imagina
quadro sonoro em desfoque,
teletransporte-se para outro paraíso
duas dimensões se retendo dentro da outra
luzes e flangers e delay no 8
de longe montanhas, ar puro
leve onda brisida des es que le ti fica junto
acaricia o rosto num gosto derivado, ardente
mas escadas rolantes enraizam seus pés
te ali cateia pra outro ciso
de perto a gasolina que aumentou
minha filha quer uma boneca,
assim ela gerencia seus futuros negócios
garotas ocupadas não tem orgasmos promíscuos,
quero sair daqui, ar, preciso de ar.
Varria grudenta rede de pesca te sacudindo como saquinho
e largava solta no meio do mar pelo furo do feixe
provido de tamanho e textura locomotivel
ergueu-te ao nada
enfim
fim
silêncio
nada
caindo em meio ao nada
girando sem re fe re n ci a l, sem com texto
nexo virtual arrancado da tomada
desenfloriza-se o ser desumano
sol salgado fotossintetisa o crer
em sua conepção, o que é então?
sobe leve
feito fumaça
agarra o teto numa vontade sedenta
as portas estarão sempre abertas.
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