sem causas e sem remédios
acidentes não acontecem
em volta de um som
a procura de um imenso vazio
vem aguda soprante e simpática gaita
dançando uma valsa leve dessituada
à diante duas mãos
só em uma posso tocar
apenas essa conhecerei
se com dó começar a canção
mí quererá ser menor
e num toque de iluminação
apenas imaginarei a maioridade do mí
que se perdeu pela sorte
pode dó me jogar pra lá
dizer que não me iludirá
se bem que o sol brilha bem forte
sonoridade no horizonte voltará a raiar
nova lua da fase vinte e seis
grande compasso em sete por oito
grave frequência é chão de argila
que gira e acaricía o paladar
pinga com chocolate
um abraço calmante grudado e lambído
molho de azeitonas pretas
massagem nos pés ao pote de mel
queijo e café
salivar de sinos que faz hinos pela avenida
trio orquestral de malucos jazzistas
os pés não param de queimar
a dama da noite pode querer chegar
facilite-me um fá por favor
escolho um bom soletrar de sopros
em gotas serenas
por flores pequenas
zunindo unhas a violar a noite
brindando tôco na pedra
pela acertada decisão da nota incerta.
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